sábado, 22 de outubro de 2011

Decepção






Segurando minhas mãos você prometeu não me deixar,
mas como nas manhãs de outono,
com sonos interrompidos e incompletos você profere palavras para sempre
e muda visões com tons pálidos para o interior que espera sentimentos frios, procurando equilibrar a temperatura de sua alma.
Mais uma vez é hora de voltar,
vencida pelas necessidades de nutrir os desejos,
recuo quando olho em seus olhos, eu sou sua máscara.
No labirinto onde a noite é cega, você está aqui dentro da minha mente,
esse momento torna-se eterno.
Segurando suas mãos dais quais num leve bater do vento vão separando-se,
e bem ao longe escuto sons lentos e trêmulos, mas como poderei vê-los?
Dor temporária, agora vejo, posso ver, é a vergonha eterna,
o vinho que virou água, as palavras não cumpridas,
o romantismo acabou como romanticídio,
sem coração para chorar , o sentimento se foi,
mas você não me verá definhar.

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