
Ora me curvo pela janela para mirar seus olhos, ora me escondo em meu quarto para esconder solidão. Essa solidão brotada no peito, raizes de uma decepção. Queres saber profundamente o que sinto, senhor leitor? Sinto a angústia de um amor redundante, sem mistérios e miserável de espirito, sinto a fome que nasce e cresce em meu vizinho, sinto tão plenamente e fundo na alma a ira de um povo que só deseja paz. Será a paz um objeto de crueldade para os homens? Não, lógico que não, é apenas um artificio para uma crueldade, concorda? Embora vosso pensamento seja diferente ao meu, peço por favor que por hoje, alimente sua alma de minhas palavras e perceba que quando digo que miro seus olhos pela janela, é porque percebo a dor que sentes, a dor que te acompanhas e se me escondo é porque exatamente sei que não posso resolve-la. E isso meu senhor leitor pertence ao MEU EU, tudo isso que sinto, toco, mas não tenho forças para mudar sozinha é o motivo da minha solidão. Solidão, não só por falta do amor humanitário, mas também por decepções burocráticas que a vida nos dá. Ora, tenho por mim, que o vosso pensamento ao começar a ler esse post, foi que não passava de mais uma história de amor, entre homens e mulheres...pois bem, sim... de certa forma estás certo...certo de que o amor seria primordial para o desenvolvimento desse caminho, que por teimosia ou o que chamamos de destino, tem por persistência em dificultar nossa passagem. Embora hoje meu objetivo principal seja apresentar um pedaço de MEU EU, apresento junto a isso um pedaço da humanidade, essa ainda sem nome, sem vida, por almejar tanta paz e plantar sementes de destruições em massa. Se hoje me mobilizo senhor leitor é porque cansei de ficar sentada, estagnada nessa cadeira e não explorar meios de mudanças para a vida. Por isso senhor leitor, não peço que entenda as minhas palavras, nem tente conserta-las, quero apenas que aceite-as e entenda que por hoje, tentei mudar o mundo, começando com o SENHOR VOCÊ.