terça-feira, 19 de abril de 2011

Depus A Máscara



Depus a máscara e vi-me ao espelho. —
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.


Fernando Pessoa

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Meu eu e um senhor você

Ora me curvo pela janela para mirar seus olhos, ora me escondo em meu quarto para esconder solidão. Essa solidão brotada no peito, raizes de uma decepção. Queres saber profundamente o que sinto, senhor leitor? Sinto a angústia de um amor redundante, sem mistérios e miserável de espirito, sinto a fome que nasce e cresce em meu vizinho, sinto tão plenamente e fundo na alma a ira de um povo que só deseja paz. Será a paz um objeto de crueldade para os homens? Não, lógico que não, é apenas um artificio para uma crueldade, concorda? Embora vosso pensamento seja diferente ao meu, peço por favor que por hoje, alimente sua alma de minhas palavras e perceba que quando digo que miro seus olhos pela janela, é porque percebo a dor que sentes, a dor que te acompanhas e se me escondo é porque exatamente sei que não posso resolve-la. E isso meu senhor leitor pertence ao MEU EU, tudo isso que sinto, toco, mas não tenho forças para mudar sozinha é o motivo da minha solidão. Solidão, não só por falta do amor humanitário, mas também por decepções burocráticas que a vida nos dá. Ora, tenho por mim, que o vosso pensamento ao começar a ler esse post, foi que não passava de mais uma história de amor, entre homens e mulheres...pois bem, sim... de certa forma estás certo...certo de que o amor seria primordial para o desenvolvimento desse caminho, que por teimosia ou o que chamamos de destino, tem por persistência em dificultar nossa passagem. Embora hoje meu objetivo principal seja apresentar um pedaço de MEU EU, apresento junto a isso um pedaço da humanidade, essa ainda sem nome, sem vida, por almejar tanta paz e plantar sementes de destruições em massa. Se hoje me mobilizo senhor leitor é porque cansei de ficar sentada, estagnada nessa cadeira e não explorar meios de mudanças para a vida. Por isso senhor leitor, não peço que entenda as minhas palavras, nem tente conserta-las, quero apenas que aceite-as e entenda que por hoje, tentei mudar o mundo, começando com o SENHOR VOCÊ.

Um recomeço

Estive por tanto tempo estagnada nesse blog que resolvi fazer uma modificação geral. O antigo Bak Rock, virou Meu Mundo Paralelo. Apaguei as antigas postagens e agora estou renovando esse canto.